Witzel recua e descarta continuidade da intervenção federal no RJ

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Governador eleito do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel afirmou na manhã desta quinta-feira (1º) que cada batalhão de Polícia Militar terá uma unidade de operações especiais. A ideia é que estes profissionais sejam os responsáveis por ações em que sejam necessários tiros letais contra criminosos, que descarta a continuidade da intervenção federal.

“São profissionais da Core e do Bope. E cada batalhão nosso terá uma unidade de operações especiais”, destacou Witzel.

Atualmente, em caso de necessidade, as unidades de operações especiais são acionadas. O governador eleito do Estado do Rio de Janeiro é o entrevistado do Programa Miriam Leitão nesta quinta-feira (1º), às 21h30, na GloboNews.

Em uma participação no Edição das Dez direto do estúdio do programa, Witzel classificou o projeto das Unidades de Polícia Pacificadora como equivocado.

“Não é assim que vai resolver o problema de segurança pública nas comunidades. Nós vamos resolver tirando o criminoso lá de dentro, asfixiando o crime organizado, investindo no combate à lavagem de dinheiro e dando dignidade às comunidades. Precisamos fazer a urbanização, precisamos enfrentar esse desafio", afirmou.

Ele voltou a afirmar que criminosos serão atingidos de maneira letal por atiradores especializados se estiverem portando armas de fogo, como fuzis, e ameaçando a segurança da população. Segundo Witzel, eles seriam atingidos em pontos como a cabeça, o coração ou pescoço.
“Porque, se você não fizer isso, eles vão disparar a arma. E tem que ser abatido, de forma letal. Eles serão treinados, preparados para isso. Qualquer criminoso que tem sob sua mira imediata ou instantaneamente alguém refém, ele tem que ser abatido. É assim no mundo inteiro. Aqui não pode ser diferente”, explicou o governador eleito.

Ele destacou que conta com uma consultoria especializada para a formação destes profissionais. "Eu estou aqui com o especialista, o Flávio Pacca é meu assessor especialista na área de tiro e está me ajudando a montar esse cronograma, esse programa de formação dos nossos policiais de operações especiais".

Witzel não espera que a intervenção na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro dure até o ano que vem. Ele pretende comandar a segurança pública. A possibilidade de uma participação das Forças Armadas na segurança pública seria somente por meio de uma Garantia da Lei e da Ordem. “Intervenção não, só se for GLO”, ressaltou Witzel.

Em entrevista ao Estúdio I, Witzel já havia afirmado que pretendia solicitar a manutenção da GLO por mais dez meses.