Bolsonaro volta a desautorizar equipe econômica sobre recriação da CPMF

Bolsonaro volta a desautorizar equipe econômica sobre recriação da CPMF

Bolsonaro volta a desautorizar equipe econômica sobre recriação da CPMF
Foto: Reprodução / Twitter

O presidente eleito Jair Bolsonaro desautorizou, mais uma vez, qualquer informação relacionada ao possível plano de criar um imposto semelhante à extinta CPMF. Também conhecida como imposto do cheque, a CPMF cobrava 0,38% sobre qualquer transação financeira da população.


"Desautorizo informações prestadas junto a mídia por qualquer grupo intitulado ‘equipe de Bolsonaro’ especulando sobre os mais variados assuntos, tais como CPMF, previdência, etc.", escreveu Bolsonaro no Twitter.



Em reportagem publicada nesta sexta-feira (2), o jornal O Globo informa que a equipe econômica do presidente eleito pretende criar um novo imposto sobre movimentações financeiras. O objetivo seria substituir a contribuição ao INSS que as empresas recolhem sobre os salários dos funcionários.

De acordo com a publicação, o novo tributo incidiria sobre todas as operações, como saques e transações bancárias. A estimativa é que seria possível arrecadar ao menos R$ 275 bilhões por ano. Apesar do modelo semelhante, o time refuta comparação à CPMF e argumenta que seria uma substituição, não criação de um novo imposto.


Esta não que a equipe econômica é desautorizada por Bolsonaro. Durante a campanha, o futuro ministro da Fazenda e guru econômico de Bolsonaro, Paulo Guedes, defendeu a recriação da CPMF e de um imposto de renda único de 20% para pessoas físicas e jurídicas.

Após repercussão negativa, o presidente eleito desmentiu as informações por meio do Twitter. "Nossa equipe econômica trabalha para redução de carga tributária, desburocratização e desregulamentações. Chega de impostos é o nosso lema", escreveu.