'Pílula do câncer' ainda gera milhares de ações judiciais no Brasil

Depoimentos fortes comprovam a eficácia do produto

Saiba como pedir a liminar para adquirir a "Fosfoetanolamina"

CB/D.A Press

Embora pesquisas não comprovem eficácia da fosfoetanolamina no combate ao câncer, a substância continua sendo buscada por pacientes. No último ano, foram quase 3 mil ações em São Paulo

por Natália Lambert

Juvenil, com a netinha: um dos pacientes que se diz curado de câncer graças à fosfoetanolamina (foto: Arquivo pessoal )Há pouco mais de dois anos, uma mensagem disseminada pelas redes sociais e nos celulares prometia a cura do câncer sem tratamentos dolorosos e onerosos. Rapidamente, o complicado nome fosfoetanolamina passou a fazer parte das rodas de conversa, dos discursos políticos e, principalmente, das decisões judiciais. Mesmo com as recomendações contrárias e testes científicos que indicam a ineficácia do produto, o tema ainda mobiliza milhares de pessoas. Somente de janeiro de 2017 ao último dia 15, 2.889 pacientes entraram com ações judiciais em São Paulo para obter a substância.

Por 20 anos, o professor aposentado Gilberto Orivaldo Chierice, do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da Universidade de São Paulo (USP), desenvolveu a fosfoetanolamina sintética de forma independente. Em 2015, a notícia se espalhou e, de lá pra cá, a história é repleta de polêmicas (veja Linha do tempo abaixo). A mais recente virou caso de polícia. No início deste ano, a Polícia Civil de Porto Alegre deflagrou a Operação Placebo, que investiga a venda de fosfoetanolamina falsa por uma quadrilha para lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, o bloqueio de 33 contas bancárias, a retenção de passaportes e apreensão de uma coleção de 27 carros de luxo.


Veja abaixo reportagem do SBT com vários depoimentos de pessoas que foram curadas com a Fosfoetanolamina "A pilula do Cancer"