Temer deve fazer novos recuos na reforma da Previdência, afirmam líderes governistas

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Temer deve fazer novos recuos na reforma da Previdência, afirmam líderes governistasApós retirar servidores estaduais e municipais da reforma da Previdência, o presidente Michel Temer deve fazer novas mudanças no texto, entre elas a flexibilização ou retirada das regras que endurecem a obtenção da aposentadoria pelos trabalhadores rurais. Pelo menos, esta foi afirmação de líderes dos principais partidos da base governista nesta quarta-feira (22). Segundo a Folha de S. Paulo, o recuo de Temer anunciado na terça foi motivado pelo fato de que sua articulação política constatou que não havia os 308 votos necessários para aprovar a reforma exatamente do jeito que ela foi enviada pelo Palácio do Planalto. Um dos pontos que enfrenta mais resistência no Congresso é o que torna mais duras as regras para que trabalhadores rurais, pessoas com deficiência ou idosos em situação de miserabilidade consigam o benefício. "O tema do trabalhador rural é um dos temas em que temos tido mais demanda das bases quando visitamos os municípios, especialmente no Norte e no Nordeste", diz o líder da bancada do DEM, Efraim Filho (PB). Maior aliado de Temer, o PSDB já decidiu que vai propor a retirada das regras que alteram o BPC. A sigla deve defender também a retirada que sejam mantidas as atuais regras para trabalhadores rurais – o governo tenta igualar as disposições para os trabalhadores urbanos. A bancada do PMDB, o partido de Temer e o maior da Câmara, também deve se posicionar contra a proposta do governo relativa aos trabalhadores rurais. E discute também apoiar a retirada das mudanças no BPC. "Eu e os demais deputados da bancada estamos trabalhando para que se corrija algumas injustiças, principalmente a aposentadoria rural", afirmou o deputado Mauro Pereira (PMDB-RS), um dos integrantes do partido na comissão especial da Câmara que discute a reforma. Ex-líder do DEM na Câmara, o deputado Pauderney Avelino (AM) apresentou emenda que estabelece a idade mínima de 65 apenas para as pessoas que nasceram de 1993 em diante.