Padilha e Moreira Franco são alvo de pedido de inquérito por caso ligado a concessões

Fotos: Agência Brasil
Padilha e Moreira Franco são alvo de pedido de inquérito por caso ligado a concessõesO ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), é alvo central de pelo menos três pedidos de abertura de inquérito encaminhados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) com base na delação dos ex-executivos da Odebrecht. Segundo informações do jornal O Globo, um dos pedidos de apuração também abrange o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco. Pessoas com acesso à delação afirmam que o caso que envolve os dois ministros teria mais detalhes do que o que cita o presidente Michel Temer, referente ao acordo firmado com o presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, por apoio financeiro à campanha eleitoral em 2014. O caso envolvendo Padilha e Moreira Franco está relacionado a suposto pagamento de propina no contexto da concessão de aeroportos no país durante o governo Dilma Rousseff. Ex-executivos da Odebrecht relataram pagamentos vinculados a interesses da empreiteira no setor – parte do assunto está presente na delação do ex-diretor de Assuntos Institucionais da Odebrecht Cláudio Mello Filho, que já veio a público. O ex-diretor cita diversas tratativas sobre aeroportos no Rio de Janeiro, São Paulo e Goiás ocorridas em encontros e conversas com os dois ex-ministros.Em um dos trechos da delação, Melo Filho detalha um pedido de dinheiro que Moreira Franco teria feito a ele em reunião na Secretaria de Aviação Civil em 2014, ainda durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Chefe do lobby da Odebrecht em Brasília, Mello comunicou imediatamente ao seu superior hierárquico,Benedicto Junior, o segundo homem mais importante na Odebrecht à época. “Transmiti essa demanda a Benedicto Junior, já que, evidentemente, um pedido de Ministro para realizar um pagamento de dinheiro poderia nos trazer prejuízos em caso de não atendimento ou, ainda, vantagens em caso de atendimento. O fato é que pagamentos ocorreram em razão de um pedido feito por um Ministro de Estado em ambiente institucional e por ocasião de uma reunião de trabalho”, relatou o executivo.