Feira de Santana: Em meio a tumulto, Câmara aprova em 1ª discussão mudanças no valor da previdência
Feira: Em meio a tumulto, Câmara aprova em 1ª discussão mudanças no valor da previdência
Foto: Reprodução / Paulo José (Acorda Cidade)

O projeto de lei que vai alterar o valor da alíquota da previdência municipal foi aprovado nesta terça-feira (21) em sua primeira discussão na Câmara de Vereadores de Feira de Santana. Caso o projeto passe, os servidores municipais terão que contribuir com 13% até 2019. Segundo o site Acorda Cidade, os professores causaram tumulto durante a sessão e uma cadeira chegou a ser arremessada contra o vidro que separa a planária e a galeria. Depois que ocorreu esse episódio, a sessão foi suspensa e só foi retomada com a presença da Polícia Militar.  “O que não pode acontecer é esse tipo de manifestação agredindo as pessoas. Abrimos a sessão, depois a votação e os vereadores votaram em primeira discussão. Eu não sou contra manifestação, mas quando há briga e tumulto eu não aprovo e por isso solicitei a presença da Polícia Militar. Jogaram cadeiras para tentar quebrar o vidro, mas o mais importante é que o trabalho deu certo e amanhã vamos dar continuidade a votação”, disse o vice-presidente da Câmara Municipal, Ewerton Carneiro (Tom), que presidiu a sessão. De acordo com ele, um boletim de ocorrência será realizado e a Câmara pretende entregar as imagens das câmeras de segurança para polícia identificar as pessoas que fizeram confusão. Diretora da APLB-Feira, Marlede Oliveira, negou que tenha acontecido um tumulto na sessão de votação, apenas disse que alguns guardas bateram nos professores, causando a correria. “Os professores têm direito adquirido, a lei existe desde 92 e o prefeito José Ronaldo agora quer tirar o direito. O enquadramento aumentou o tempo, assim como o direito a aposentadoria. O prefeito achou que a perversidade com os professores estava pouca e mandou outro projeto para a Câmara para aumentar a alíquota da previdência de 12% para 14%. A gente não pode deixar o prefeito tirar nossos direitos e ficar de braços cruzados. Os professores estão desarmados e chamaram a polícia. Eles sempre agem na truculência. Não vamos aceitar isso. Ninguém tentou quebrar a vidraça”, afirmou. A votação que teria acontecido na segunda foi suspensa devido a uma manifestação dos professores. A próxima discussão está prevista para quarta (22).