Empresários já se dão conta de que a "pinguela" pode cair
REUTERS/Ueslei Marcelino: <p>Presidente Michel Temer durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília 22/09/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino</p>
Quase sete meses após Michel Temer assumir o comando do país, a crise econômica e política parece longe do fim. No setor privado, já se avalia que o substituto de Dilma Rousseff não dará conta do recado. Mesmo entre figurões do mercado financeiro, reduto que rendeu maior entusiasmo ao presidente até aqui, diz-se que o “inferno astral” está em curso, segundo informa a coluna Painel.

“Ou Temer vira um Itamar Franco, ou vira um Sarney, ou uma Dilma. FHC não tem mais chance de ser”, resume a análise de uma influente corretora. A dúvida sobre Temer não é sem motivo. A economia, durante seu governo, não deu qualquer sinal de reação. Ao contrário disso, há recessão e desemprego crescentes.

A dupla Michel Temer e Henrique Meirelles colocou a economia brasileira numa era glacial. Por isso, cresce o pessimismo dos vários analistas do mercado para o País em 2017. O mercado prevê um crescimento modesto de 1% do PIB para o próximo ano, previsão que pode ser reduzida, após a divulgação de dados mais fracos que o esperado referentes ao terceiro trimestre. A situação do emprego é uma das mais preocupantes, com taxa de 11,8% no terceiro trimestre - em outubro foram fechadas mais de 74 mil vagas formais. Todos os setores da economia operam em queda (aqui).

O mercado diante de tudo isso se divide sobre como o PSDB deve se comportar. Parte defende que a sigla entre de cabeça para tentar salvar o governo. Outro grupo, no entanto, recomenda que o PSDB fique quão longe puder do Planalto para não se contaminar com o desgaste. Neste último grupo, há quem avalie que uma "tempestade perfeita", com Temer cassado pelo TSE, coloca os tucanos na presidência do país - tanto é que o nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso passou a ser ventilado como opção numa eleição indireta.


Aprovação a Temer vai ao chão, até em maternidades
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Michel Temer nunca foi tão impopular como agora; segundo o colunista Lauro Jardim, do Globo, o Palácio do Planalto já tem pesquisas qualitativas que dão conta de que sua aprovação popular é a menor desde a posse – quando já era baixíssima, próxima a 6%; ele informa ainda que o presidente é impopular até nas maternidades; um levantamento do site BabyCenter afirma que "Michel" foi um dos nomes que mais caiu na preferência das mães que registram seus bebês, recuando mais de 100 posições no ranking; os motivos para a reprovação a Temer são a percepção crescente de que houve um golpe no Brasil e de que o governo atual, que prometia confiança, está aprofundando a recessão

Em julho deste ano, uma pesquisa do instituto Ipsos informava que apenas 6% dos brasileiros consideravam a gestão de Michel Temer "boa ou ótima".

No entanto, uma nota publicada neste domingo por Lauro Jardim, informa que o Palácio do Planalto já tem pesquisas internas que mostram que aprovação a Temer, que já era baixíssima, caiu ainda mais – ou seja, deve estar próxima de zero.

Em outra nota, Jardim diz ainda que, nos próximos dias, um levantamento do site BabyCenter, com 163 mil bebes registrados no Brasil, demonstrará que o atual presidente se tornou impopular até entre as mamães.

"Michel" foi um dos nomes que mais caíram na preferência nacional, recuando mais de 100 posições – hoje, o nome está na posição 371.

Temer se tornará ainda mais impopular nesta semana, quando apresentar sua reforma da Previdência, que amplia a idade mínima para 65 anos e reduz as pensões (que não serão mais atreladas ao mínimo, ao mesmo tempo em que mantém privilégios de determinadas castas do Estado.

Ele, no entanto, se aposentou aos 55 anos, com benefícios integrais, conforme demonstra o canal Notícias Comentadas:

Brasil 247