Transexual é esfaqueada e agredida em hospital de Maiquinique; crime foi filmado

Foto: Reprodução | Facebook
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Uma transexual de 21 anos foi esfaqueada após uma discussão com um grupo em Maiquinique, no Sudoeste Baiano, no domingo (16). A vítima ainda aparece em um vídeo que circula em redes sociais sendo agredida por uma das suspeitas dentro de um hospital para onde foi se arrastando procurar atendimento. A informação foi divulgada ao G1 pela Polícia Civil, nesta segunda-feira (17). De acordo com o delegado Irineu Andrade, que apura o caso, o vídeo ajudou a polícia a identificar, até agora, três suspeitos de envolvimento nas agressões, entre eles a mulher que aparece nas imagens dando um tapa e um chute na cara da vítima dentro da unidade médica. O marido da suspeita também é investigado pela agressão. Nas imagens que circulam na internet, a transexual aparece ensaguentada e grita por ajuda. Segundo a polícia, a vítima foi esfaqueada e agredidas com chutes na Praça Willian Valadão. Um casal de namorados é suspeitos de estar envolvido nas agressões. A mulher é a que aparece no vídeo.  Leia na íntegra a reportagem do G1.



“A transexual estava andando de mãos dadas pela praça com o companheiro e os dois passaram por um lugar onde estava o casal e outras pessoas. As pessoas começaram a hostilizá-los e pediram para eles saírem dali porque era um local de família. A transexual revidou, xingou o grupo e houve bate-boca. Depois, a transexual saiu do local com o companheiro e, em seguida, passou pelo mesmo local sozinha. Foi quando o grupo a interceptou”, disse o delegado.
“Houve uma emboscada. O homem desferiu facadas na transexual e, depois, a vítima caiu no chão. Depois, o homem passou a faca para a mulher que também golpeou a vítima com duas ou três facadas. Alguns amigos do casal também se envolveram nas agressões”, disse Irineu Andrade.
Bastante ferida, a transexual conseguiu se arrastar até o hospital municipal da cidade, segundo a polícia, mas foi seguida e já dentro da unidade médica continuou sendo agredida. “A mulher seguiu ela e agrediu dentro do hospital quando a vítima estava esperando por atendimento. Alguém filmou isso e o vídeo agora está circulando nas redes sociais. Por meio desse vídeo, a gente conseguiu identificar a suspeita e, depois, chegamos ao marido dela e uma das amigas, que estão sendo procuradas”, destacou.
O delegado informou que já ouviu algumas testemunhas e a transexual que foi vítima das agressões, que recebeu alta na manhã desta segunda após ser transferida para um hospital de Itapetinga, cidade onde nasceu. Para o investigador, tudo leva a crer que a motivação do crime foi homofóbica. Até agora, ninguém foi preso.
“Tudo indica que o crime foi por homofobia. O inquérito já foi instaurado. Não vamos dar os nomes dos já identificados para não atrapalhar as investigações. Falta apenas identificar uma mulher que está envolvida no caso”, conclu o delegado.