Waldenor vota sim pela cassação de Cunha


O deputado federal Waldenor Pereira (PT-BA) foi um dos 450 parlamentares que votaram sim pela cassação do ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, na madrugada desta terça-feira (13). O petista baiano manteve o posicionamento que seguiu durante todo o processo, sendo a favor do impedimento e perda de direitos políticos do pemedebista carioca. 
Para Waldenor, a votação da Câmara “lavou a alma dos brasileiros e provou, mais uma vez, que o Impeachment da presidenta Dilma Rousseff foi a maior farsa da história”. Segundo ele, “tratou-se de um processo golpista”. 
Em maio deste ano, gravações de conversas entre o Senador Romero Jucá (PMDB), então ministro do Planejamento de Temer, e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, feitas pela justiça, revelaram que o interesse por trás do Impeachment de Dilma seria barrar as investigações da Operação Lava Jato, que chegaria a toda a cúpula do PMDB. 
“Rapaz, a solução é botar o Michel. Estancar a sangria da LJ. É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional. Com o Supremo, com tudo. Aí parava tudo”, disse o senador em gravação. 
Eduardo Cunha também foi investigado pela Operação Lava Jato e, na CPI da Petrobras, negou ter sido beneficiado com propinas de acordos dentro da estatal brasileira. No entanto, contas com valores milionários em nome do ex-deputado foram encontradas em bancos na Suíça, supostamente, para lavagem de dinheiro recebido de esquemas na Petrobras.
“Ele foi indiciado pelo Ministério Público Federal pelo cometimento de vários crimes: lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, recebimento de propinas milionárias, que ultrapassam 400 milhões de Reais e a ocultação de contas bancárias no exterior”, ressaltou o deputado Waldenor. 
Ao ser cassado, Cunha perdeu também ficou inelegível por 8 anos a partir do fim do mandato, podendo se candidatar para outro cargo eletivo apenas em 2027. Ele também perdeu o foro privilegiado, que lhe dava o direito de ser processado e julgado apenas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 

13/9/2016 | Por: Débora Silveira