Temer vai elevar impostos para cobrir rombo
: <p>Brasília - DF, 22/06/2016. Presidente em Exercício Michel Temer durante reunião com ministros do Núcleo Econômico. Foto: Beto Barata/PR</p>
Após “pacote de bondades” que concedeu reajuste aos servidores, renegociou dóvidas com Estados e aumentou benefício do Bolsa Família em 12,5%, equipe econômica do interino Michel Temer se vê confrontada a um impasse para não repetir o rombo de R$ 170 bilhões nas contas públicas em 2017; após reunião com a equipe econômica e parlamentares da Comissão de Orçamento do Congresso para tratar do assunto, o senador Wellington Fagundes (PR-MT) anunciou que a previsão da receita será elevada com o aumento de impostos que não dependem de apoio do Congresso, como a CID (combustíveis), IOF (operações financeiras) e PIS/Coffins (empresas); o Planalto também aposta no resultado de novas concessões, privatizações e repatriações; a proposta de Henrique Meirelles seria de uma meta próxima de R$ 140 bilhões a R$ 150 bilhões; mas a ala política do governo, como o senador Romero Jucá, já defende um valor mais elevado, em torno de R$ 160 bilhões 

Brasil 247 – O presidente interino Michel Temer terá de recorrer ao aumento de impostos para reduzir o rombo nas contas públicas de 2017. Mesmo assim, o déficit fiscal deverá ser superior a R$ 150 bilhões.

Após reunião com a equipe econômica e parlamentares da Comissão de Orçamento do Congresso para tratar do assunto, o senador Wellington Fagundes (PR-MT) disse que a previsão da receita será elevada com o aumento de impostos que não dependem de apoio do Congresso, como a CID (combustíveis), IOF (operações financeiras) e PIS/Coffins (empresas). O reajuste da Cide, de R$ 0,10 para R$ 0,60 poderia resulta num reforço de caixa anual de até R$ 15 bilhões.

O Planalto também aposta no resultado de novas concessões, privatizações e repatriações.

A proposta de Meirelles seria de uma meta próxima de R$ 140 bilhões a R$ 150 bilhões. A ala política do governo, no entanto, como o senador Romero Jucá, defende um valor mais elevado, em torno de R$ 160 bilhões, segundo o “Estado”.